Single? Taken? ✔Writing

Irrelevâncias comuns a muitos.

Please, please, please, let me get what I want this time

Todos os dias eu coleto informações sobre mudanças nas pessoas e vejo que talvez nunca encontremos o que queremos, nem agora, nem depois.

As pessoas não mudam com a idade. Você continua envelhecendo e nada vai dando certo. Você pode ter um emprego, uma casa, um carro, as cocotas todas ao seu lado, mas é realmente o que queria? Todos querem morrer apenas de pau duro ou de vagina molhada e deixar o restante de lado? O ódio flamejante naqueles que ainda tinham esperança que algo mudasse?

Cara quebrada, todo o tempo.

Você vive a cada dia e a chama da sua alma, na qual você foi colocado pra que nunca apagasse, vai perdendo a força, o calor.

Todos dão a mesma desculpa. “Ah, é assim mesmo, se habitua”, “Se torne como eles, ou você nunca vai se encaixar em nada, em ninguém”.

O que vai ser dos meus herdeiros com esse tipo de pensamento que ninguém consegue mais arrancar? Que tipo de conceito é esse, onde o sinônimo de felicidade é a superficialidade?

Vocês não sentem o vazio? Não sentem o esmorecimento? A vontade se esvaindo? Não aprenderam com o que viram em casa? Com as brigas que os pais tiveram, com as situações vistas em filmes? Com os corações partidos dos compositores das suas músicas favoritas? Por que continuamos fazendo e construindo pilares da forma errada e depois reclamamos que nos feriram?

Estamos fora de sintonia. Todos em uma frequência diferente, perigando nunca se encontrar.

As almas que eram para se merecer, se chocaram quando ainda não estavam prontas e vão continuar num ciclo com erros ininterruptos.

Ninguém merece ninguém.

Todos sempre vão andar, peregrinar e achar que está faltando algo. E no ponto culminante da fraqueza, vão tropeçar numa pedra e achar que era uma moeda para se atirar na fonte dos desejos, deixando pra trás a real satisfação.

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The Kills – Future Starts Slow (0 plays)

The Kills, Future Starts Slow

Incrível, só isso.

Castelo de cartas

Acho ótimo quando mesmo depois de ouvir centenas de vezes uma música, você, em um momento qualquer, ouví-la de outra maneira, como se alguém tivesse encaixado-a na trilha sonora da sua série favorita nas cenas onde os protagonistas tem aquela cena de sexo ardente e inesquecível e você contextualiza com a sua vida, e começa a cantá-la irremediavelmente em todos os locais que vai.

Tava ouvindo Radiohead sem compromisso esses dias e aí, era o In Rainbows, coisa linda por natureza. Mas aí veio a faixa “House of Cards”. E naquelas palavras assobio das aveludadas cordas vocais do Sr. Thom Yorke eu me vi, como se fosse num videoclipe, com cenas bem simplórias da minha vida, compiladas por algum wannabe de editor de videos no movie maker com transições preto e brancas, as vezes distorcidas.

Suas orelhas devem estar queimando.

fodasse maluco

Começou mais um semestre na afamada Escola Técnica de Brasília, e olha lá, já estou no 3° semestre. Pra alguém que achou que não chegaria ao segundo, estou durando bem.

Pra falar a verdade, tá uma merda até porque a galera que sobreviveu a eletrônica linear sem reprovar não me desce goela abaixo.

As meninas me irritam. De ouvir elas rirem me dá vontade de levantar a cadeira, pegar o retroprojetor e fazê-las engolir pra ver se param de ser tão forçadas a ponto de fazer vomitar.

Aquele bla bla bla do caralho de umas frescalhonas babacas me dá nos nervos. Não que eu não seja uma, mas simplesmente não consigo aturar essas porra.

Sabe quando realmente você não consegue ignorar uma pessoa de tanto que ela te atazana só pelo fato de estar presente no mesmo ambiente que você?

E pensar que eu vou estar concorrendo com esses negócios no mercado de trabalho, bue.

Todos merecem seu lugar ao sol, mas eu prefiro ficar nas barraquinhas onde vendem coco, neste caso.

Engraçado que só te procuram, se arrastam aos seus pés quando acaba o protetor solar(sim ainda estou fazendo analogia com praia etc dsclp) e aí, são só sorrisos pra você, elogios, convites pra beber em bares onde só as top vão(ahahhahhahha ok).

Sobrevivendo neste inferno, até quando?

É cada pérola que ouço nas aulas que dá vontade de socar as bela fuça destas moneras.

Não clique em mim

Bonde dos carente sem freio.

Amo/sou fazer de tudo um cliché na minha vida.

Sou carente pra caralho e, às vezes, tenho vergonha disso por parecer que não tenho direito de querer um abraço sincero e exclusivamente pra mim.

Quero matar quem fundou a ideia errada de que só os bonitos e cools precisam de alguém do lado.

Quando eu tinha meus gatinhos, ao menos eles se relavam nas minhas pernas com algum interesse e eu ia lá, e os alimentava, os ouvia ronronar, coçava a barriguinha. Por que não um ser humano pra fazer as mesmas coisas, só que com interesses mútuos?

Por que ninguém liga pra essa boceta de coração? Você só liga pra ele quando ele está prestes a parar 1 minuto antes de uma parada cardíaca e uma morte fulminante.

“I don’t wanna be your friend, I just wanna be your lover.”

A arte do apego instantâneo

Eu acho que não sei me curtir.

Apenas eu me apego a coisas que só existem na minha cabeça, ou…?

Cara, ninguém me acompanha nessa marcha, nesse movimento. Ninguém se apega mais facilmente a um bom momento neste mundo, não?

Poxa, tô sozinha nessa? Socorro. Quero tratamento de choque, se é que isso funciona.

Olha, não dá mais. Meu cérebro fica dando um sinalzinho de radar toda vez que eu vou fazer algo que pode me trazer lembranças fortes depois, me avisando “cê vai se foder, se vai se foder, atenção!”.

Não é desagradável perceber que você viveu com algumas pessoas e que significou algo apenas pra você, mas pro restante foi um daqueles dias que não influenciam em nada na jornada da vida?

Mas gente, como é que pode uma parada errada dessas.

O negócio é comer cu e buceta, mesmo, né?

Tá putaqueparível bancar o legalzinho, o cuidadoso, o de bom coração.

Mermão, todos curte uma orgia e eu tenho que inserir isso na minha cabeça da maneira mais violenta que eu puder, pra que não saia mais de lá.

Se apegar com um refrigerante, ou com um filme, ou com um aperto de mãos é doentio? Tem diagnóstico? Qual é a patologia? Tem tratamento homeopático? Tô topando qualquer parada pra me curar desse mal que me assola desde o início da minha miada existência.

Quem souber, trate aqui.

Vida nas “internete”

Se alguém que não é ativo nas redes sociais e é totalmente desprendido desse tipo de costumes me perguntasse como é ter uma vida social virtual, eu diria que é só mais um meio pra você tomar no cu.

Pode ser divertido algumas vezes, você pode rir, compartilhar as coisinhas que você faz na real life com fotos, vídeos, declarações inéditas da sua localização via foursquare, se gabar que tem um iPhone e com ele você tem uma conta super importante no instagram que te torna um semi-profissional da fotografia contemporânea.

Mas no final de tudo, você conhece algumas pessoas que no início, se apresentam como promissoras e depois fuen, tudo se desmancha. Era só uma fumacinha de boas impressões.

Vida virtual é só mais uma artimanha pra você tomar no cu e não sentir tanto a pressão para não ter que encarar o problema todos os dias, pois você pode fazer logout das suas contas e fingir que tá sem tempo pra todo aquele besteirol que antes você considerava imprescindível.

Acho muito prudente deixar o que é da internet, na internet. Não traga isso pra sua vida, por que a probabilidade de elas se tornarem realidade é mínima. Todos tem uma vida anterior a que você conhece e estas não vão desistir de nada.

Quem nunca se apaixonou pelas simplórias palavras de uma pessoa enquanto conversava com ela, num bate-papo? Num twitter? Num fake no orkut da vida? É impossível. Até porque você tem uma vida na internet pra preencher algo que está nulo na sua vida de fato, e você acha que algo substituirá a solidão que você sente aí, no seu coração físico, mas ao contrário, só vai acrescentar mais tristeza e melancolia e os termos “nossa ninguém me quer” ficarão mais convincentes.

Apenas amizades via internet, apenas isso.

Uncertainty

Isso daqui tava morto e eu resolvi, sei lá, dar apenas uma pequena atualização.

As coisas estão bem, eu acho. Ao menos superficialmente tudo parece sereno. Mas é só olhando por cima que se tem essa perspectiva.

Uma cachoeira de medos tem emergido da minha pequena caixa de feelings nos últimos tempos, e sempre é pelo menos motivo, a minha insegurança.

Mas ninguém se importa não, nem adianta espernear, falar que não se vende pro sistema porque ninguém vai deixar de ser o babaca que é pra agradar você ou pra parecer melhor.

Me pergunto se antigamente alguém mudava por alguma coisa se fazia valer a pena o que tinha em mãos. Acho que sou da geração na qual nunca vou presenciar alguém absorvendo algo bom dos outros, até porque ninguém mais oferece sentimentos do tipo.

Todo mundo nasce dourado e depois é oxidado por assistir os outros desmerecerem as coisas agradáveis da vida.

Todos nascem no modelo em que poderíamos estar encaixados, mas de tanto esperar alguém ser como esperamos, fazemos as coisas erradas e quando queremos voltar ao molde original, ninguém mais coloca fé em você.

Desculpem se não consigo ser passageira ou desprendida de coisas que parecem insignificantes e ninguém dá a mínima.

Eu não fui desenvolvida assim. Meu raciocínio se desdobrou da maneira que nunca deveria ter sido. Percebo que sou benevolente demais e ao passo que sou deixada de lado, acredito menos e me isolo mais da casca desprezível de pessoas que pensava conhecer.

Não ponha ninguém em um pedestal. A não ser que você o quebre depois de perceber o valor real do que você vê.

Ninguém me deixa ter o que quero, nem ao menos uma vez.

Quando eu virar as costas pra esses tipos de insignificâncias, certeza que terá alguém procurando, e eu já vou estar cansada de tentar oferecer algo que não tem procura. E assim nascem as pessoas-vermes.

“I don’t give a fuck”

Certeza que essa é uma das expressões mais usadas na internet hoje em dia, pena que é uma das menos postas em prática.

Todos enchem a boca pra falar que não se importa com o que dizem de mal, mas, os mesmos ficam pra baixo quando ouvem alguma fofoca de si por aí.

Não tentem se apoiar em fundamentos da internet, os chamados memes generalizados. De fato, não dar a mínima acabaria com muitos problemas por aí, mas é difícil. Para conseguir tal feito necessita-se de possuir uma forte base de autoconfiança.

Todo mundo treme na base quando é testado no que se diz respeito a personalidade ou paciência.

O fato é que, críticas afetam sim, mas nem sempre as reações são demonstradas, mas sim, guardadas pra si.

Todo mundo liga um pouco pro que está sendo dito pelas redondezas do que você faz ou deixa de fazer.

Quando chegarmos num ponto que se alguém apontar pra sua cara na rua e você não dar a mínima, chegaremos a perfeição da prática da tão repetida frase.

Má sorte

Não sei o que anda acontecendo comigo ultimamente.

Toda semana algo acontece e, quase sempre, esse algo vai me prejudicar de alguma forma.

No meu curso mesmo, eu sou a representante de sala e, bem, tudo que acontece ali sou eu que tenho que informar ao restante.

Hoje mesmo tinha aula só que haviam me dito o contrário, logo, disse a todos o mesmo.

Só tem uma resposta isso tudo: todos estão querendo me derrubar. E aí fica difícil pra uma pessoa que já não tem pilares de confiança suficientes como eu me sustentar sobre esses chutes nas canelas.

Na minha sala tem muita gente que quer dar uma de fodão pra passar uma impressão de pseudo-intelectual logo de cara. Não gosto daquelas pessoas novas que estão tentando se introsar, eu sei que ninguém vai com a minha cara.

Tem sido difícil aguentar a rotina nos últimos tempos e, por sinal, eu sei que isso é um teste da vida pra ver até onde eu aguento.

Eu não sei meus limites mas estou começando a descobrí-los. Dói achar o quão fraco você pode ser e o quão desprezado também.

Ninguém deve se importar com os seus problemas, senão você.

Ninguém deve tomar as dores de ninguém porque isso com certeza faz parte do crescimento pessoal. E, de fato, o que não mata, nos torna mais forte e mais durões, ou também pode de tornar alguém magoado e ressentido com a vida para todo o sempre.

Tenho sofrido pressão de tantos lados que eu não sei que figura geométrica poderia descrever a minha situação atual. É muita coisa pra ser resolvida, muito lugar pra poder ir, muitos problemas pra se importar ao mesmo tempo, e tem alguns que nem mesmo são meus, mas eu tenho de estar ali para não enfraquecer a amizade.

Eu gostaria de ter uma amiga como eu. Não que as minhas não atendam as minhas necessidades, mas eu sei o que realmente quero, mas não consigo promover isso comigo. Eu faço tudo para os outros, deixo tudo nos eixos para que os outros possam atravessar as dificuldades, mas nem mesmo consigo olhar nos olhos das minhas.

Tenho medo de não conseguir, de não dar conta.

No fim das contas sou meio fraca, mesmo. Eu admito.

Eu choro quando sou posta em algum situação repressiva. Meu medo de ser julgada é bem maior do que a minha confiança jamais foi.

Cheguei aos 19 anos e, como quase todas as pessoas que fazem aniversário, desejei que as coisas fossem pra um patamar melhor, mas não vejo consertos no que gostaria.

Não me sinto útil o bastante pra quase nenhuma atividade profissional ou estudantil. Sou esforçada e tudo mais, mas, muitas das vezes, ninguém reconhece o que faço ou produzo. Parece que minhas ações são só mais uma numa fila de espera da aprovação.

Tô aí na correria. É difícil estar quase na fase adulta da sua vida e não ter conseguido nada firme ainda. Vejo tantas pessoas absolutamente fora do comum e nem se esforçaram tanto assim pra conseguir tamanho conforto.

A vida é um karma, realmente. Nem sempre o seu sucesso vai ser diretamente proporcional ao seu esforço. Muitas das vezes é o inverso e, por isso, há tanta gente entrando numa queda de neurotransmissores significativa. A vida não vale a pena quando você não tem nada para aproveitar.

Tá foda. Foda.