Interpretar a si mesmo
A coisa mais difícil nos dias de hoje é: ser você mesmo.
A todo momento nós temos que estar interpretando achar algo, gostar de algo pelo medo da rejeição e da crítica sem medidas.
Dificilmente acho alguém que, na maior parte do tempo, consegue ser espontâneo e colocar em choque suas ideias com as de outras pessoas. Todos tem medo de serem rejeitados e ficarem solitários por achar que, sua existência depende exclusivamente de outra pessoa.
Nascemos sozinhos e, por algum período de nossas vidas, precisamos de quem nos sustente e cuide de nós.
Mas tem pessoas que não conseguem se desprender desse modelo de vida e criar a própria mentalidade, que é algo que me assusta.
Todo mundo já mentiu sobre alguma preferência pra agradar alguém, quem disser que não, está indiscutivelmente mentindo.
Queremos nos dar bem e, quando não somos experientes o bastante, nós escolhemos interpretar o papel de alguém que agrada a todos. Porque mostrar a verdadeira face não dá muitos lucros, mas ainda há alguns que reconhecem o infalível valor de pessoas que não se deixam levar pelos ventos das tendências.
Ninguém tem que ser o que mandam ou o que ditam, ou o que acham que é melhor.
Ser você mesmo não significa cometer erros, logo, não é por isso que você vai sair por aí soltando todas as suas vontades contra a sociedade. Existem limites. E o limítrofe da sua personalidade é quando você começa a prejudicar outros indivíduos que não merecem as merdas que você faz.
Quando você interpreta o papel que realmente foi lhe dado nessa peça de apenas um ato, chamada vida, alguns na platéia vão rir da sua cara, outros vão bocejar, outros vão se ver no seu lugar e outros vão virar as costas. É sempre 1 para 4 a probabilidade de agradar a todos. Simplesmente você não pode. A diversidade existe por causa disso. As pessoas nascem em diferentes condições de pensamento e por isso desenvolvem gostos e maneiras de acordo com a sua realidade.
Vamos na conversa alheia, muitas das vezes pra poder checar se podemos nos dar bem no final, já que ser você mesmo, não é tão digno de admiração.
Mas não a troque real admiração de alguns pela preferência falsa de todos.
Esta primeira não se esgota.