Aderindo ao cliché de listas top 10 - 10 álbuns que mudaram minha vida
Isso é crucial, hein galera?
Bem, acho que músicas mudam pensamentos e comportamentos de forma direta.
Se você tá muito downer ou muito feliz (quase dando o cu por isso), vai ter uma música que se encaixe no tal momento.
Eu tenho várias que marcaram toda essa minha trajetória inóspita até aqui, com quase 19 anos na cara.
Não tenho um bom gosto musical desde o começo. Antigamente, eu não selecionava o que ouvia, simplesmente absorvia aquilo que era transmitido nas mídias de massa. Eu não gostava realmente de música. Nunca fui daquelas crianças que tocam violão desde os 2 anos de idade (isso nem faz tanta diferença, veja o Justin Bieber), sabe? Eu era uma criança que ouvia aquelas babaquices de Molejo e É o Tchan. Tive acesso há algumas coisas internacionais porque meu pai ouvia Pink Floyd e coisas do gênero, mas não ligava muito, pois não sabia o que era inglês, também e não entendia porra nenhuma do que os caras falavam.
Atualmente, me considero alguém com um bom gosto. Me dou bem com músicas que têm embutidas alguma mensagem para a construção de um pensamento. Sem isso, não me agradas. Só que existem músicas para várias ocasiões na vida. Você não vai dançar e animar uma festa com Coldplay, né? Coldplay é uma banda que produz melancolia em forma de canção, pelo menos até o terceiro álbum. Assim como Portishead e outras. Franz Ferdinand, por exemplo, é uma banda que tem alguma mensagem útil e, ao mesmo tempo, dá pra animar uma festa, pois ela não se centra na tristeza.
Bem, eu vou listar os 10 prováveis álbuns que modificaram a minha vida e que me fizeram descobrir um lado musical pelo meu eu lírico.
Por ordem crescente, temos:
Oasis - (What’s The Story) Morning Glory?
Sim, eu sei. É o álbum mais ouvido do Oasis. Mas não é por isso que eu gosto. Não é porque há uma manipulação oculta da mídia centralizada nesse álbum que ele me atrai mais do que os outros, é porque eu gosto, mesmo. Foi o primeiro que ouvi do Oasis, minha banda favorita. É completamente genial. Possui o maior single. Tem a melhor sonoridade. Músicas simples e encantadoras. Champagne supernova. Já chorei, ri, dei de presente, arranhei de tanto ouvir. Me fez conhecer o britpop/rock, que hoje sou totalmente apaixonada. Tudo isso, na minha opinião pessoal. Pra cada um, soa diferente. Não sou profissional da música, mas falo como fã.
The Killers - Sam’s Town
É um puta álbum agradável de se ouvir. A voz do Brandon soa muito bem nas canções desse álbum. Pode não ser o melhor pela crítica, mas para os meus ouvidos é como canção infantil para crianças. Me divirto e me emociono ouvindo Sam’s Town. Destaques para When You Were Young, que é a música mais gostosa do álbum; para Bones, que me desperta a vontade de dizer aquilo pra alguém algum dia “don’t you wanna feel my bones on your bones? :~” e Read My Mind que possui uma letra fantasticamente dramática.
Interpol - Turn On The Bright Lights
Conheço o Interpol há 1 ano e alguns meses, e aí, você me pergunta, como pude classificar um dos álbuns deles como um dos que marcaram em tão pouco tempo. Bem, algumas bandas e alguns álbuns você só engole depois de um tempo. É tudo questão de modo psicológico. Este álbum me encantou de cara. Havia conhecido apenas uma faixa antes de baixá-lo por completo, “Stella was a diver and she was always down”, que por consequência, é minha música preferida. Este álbum tem todas as canções absolutamente inspiradoras. Nenhuma faixa é ruim ou pedante. É incrível. Além de muito enigmático. Foi a trilha sonora de um acontecimento marcante na minha trajetória.
Kings of Leon - Only By The Night
Sim, já sei. É o álbum mais criticado do KOL pela mudança de sonoridade desde o começo da carreira. Mas eu gosto, sabe? Não é porque uma coisa é mainstream e começa a atingir as massas, coisas que alguns pensam ser o fim do mundo, que eu vou deixar de gostar. Algumas músicas me lembram certos acontecimentos e isso conforta meu cérebro ao me recordar de algo. É muito agradável associar uma música a um acontecimento no cotidiano. Você pode morrer cantando uma canção. Quem tem meu last.fm, sabe que eu ouvi muito Use Somebody, mas é porque a música faz sentido pra mim, tem significado, se encaixa em um dos meus problemas.
Radiohead - The Bends
Foi o primeiro álbum do Radiohead que eu ouvi na vida. Já tinha visto o clipe de Karma Police, mas, não tinha baixado o álbum. As melhores faixas deste aqui são The Bends, Fake Plastic Trees e Black Star, para mim. Radiohead, por si só, impulsiona uma reflexão para quem entende as letras. Apesar da grande crítica de muitos babaquinhas por aí, é uma das maiores bandas da atualidade e, ao meu ver, mudou muito o cenário musical desde sua formação. Não é a toa que é a segunda banda mais ouvida na last.
Queen - Queen Ballads
Me interessei pelo Queen há uns 4 anos atrás, porque eu tive que pesquisar um ícone do rock n roll antigo e aí, pesquisei sobre o Freddie Mercury e me interessei pela música tachada de “comercial” na época deles. Eu adoro como o Freddie canta e, a maneira como ele viveu com os amores. Nas pesquisas que fiz, dizia ele que, apesar de estar com alguém, ele sempre se sentia sozinho porque sabia que aquilo iria acabar a qualquer momento, sofrendo por antecipação, igual a mim. Então, fui perceber que as músicas do glam rock não eram chatas como eu pensava. Essa coletânea quebrou paradigmas. Adoro Queen, adoro mesmo. É muito amor.
John Mayer - Heavier Things
John Mayer não é um ícone alternativo, nem nada, mas é um grande músico que descobri por acaso, numa trilha sonora de novela, vejam vocês. Todos os álbuns compostos por ele, são muito aveludados de se ouvir. É como se quando você ouvisse, você imaginasse se a sua vida fosse da maneira que ele canta, seria muito mais confortável. É assim que me sinto. Ele canta coisas sobre amores, problemas e depressão. Coisas que são comum a todos. Acho os solos de guitarra e o uso de violão paralelos algo genial. Daughters já me fez sonhar uma par de vezes.
Fall Out Boy - Infinity on High
É um álbum adolescentezinho, mesmo. Mas me lembra o início da minha revolta de adolescente, aquelas coisas bem babacas que a gente comete quando tem 13/14 anos, sabe? O quão eu era tosca na internet, o quanto eu era ingênua pras coisas e não tinha medo de quase nada. Dava pra começar uma revolução. Adorava cantar This Ain’t a Scene, It’s an Arms Race e Thnks Fr Th Mmrs como se não houvesse amanhã. Era muito, muito manero. Não deixo de ouvir, não mesmo. Se incomodou? Me processa.
Franz Ferdinand - Franz Ferdinand
Desde que eu descobri Franz Ferdinand e sua “Matinée” nunca mais deixei de lado. Teve um show por aqui, mas não pude ir por problemas de grana, mesmo. The Dark of the Matinée é de longe a melhor música do álbum. Vibro demais com aquele ritmo e, se eu desse uma festa de aniversário em uma boate, pode estar certo que eu iria enlouquecer ouvindo essa melodia. Todas as outras canções são totalmente extasiantes de ouvir. Franz Ferdinand knows how to make a party.
Travis - The Man Who
É um dos álbuns mais tristes que já ouvi. Quando tô downer, mais downer eu quero ficar, então eu coloco esse álbum pra tocar. Quem ouve As you are, Driftwood e Writing to reach you corre o sério risco de lacrimejar, mesmo que não queira. Acho deveras reflexivo. Todas as faixas tem um significado diferente pra mim. Me lembra da minha família, das minhas frustrações, do que eu poderia ser e não consegui. É pra se enfiar numa fossa.
É isso.
Existem muitos outros álbuns que me encantam como Because of the Times, do Kings of Leon, Get Ready do New Order, The Masterplan do Oasis, Parachutes do Coldplay, Substance do Joy Division, A Hard Day’s Night dos Beatles, entre outros.
Ficam aí as dicas.
1 grande abs,
Katz






