A arte do apego instantâneo
Eu acho que não sei me curtir.
Apenas eu me apego a coisas que só existem na minha cabeça, ou…?
Cara, ninguém me acompanha nessa marcha, nesse movimento. Ninguém se apega mais facilmente a um bom momento neste mundo, não?
Poxa, tô sozinha nessa? Socorro. Quero tratamento de choque, se é que isso funciona.
Olha, não dá mais. Meu cérebro fica dando um sinalzinho de radar toda vez que eu vou fazer algo que pode me trazer lembranças fortes depois, me avisando “cê vai se foder, se vai se foder, atenção!”.
Não é desagradável perceber que você viveu com algumas pessoas e que significou algo apenas pra você, mas pro restante foi um daqueles dias que não influenciam em nada na jornada da vida?
Mas gente, como é que pode uma parada errada dessas.
O negócio é comer cu e buceta, mesmo, né?
Tá putaqueparível bancar o legalzinho, o cuidadoso, o de bom coração.
Mermão, todos curte uma orgia e eu tenho que inserir isso na minha cabeça da maneira mais violenta que eu puder, pra que não saia mais de lá.
Se apegar com um refrigerante, ou com um filme, ou com um aperto de mãos é doentio? Tem diagnóstico? Qual é a patologia? Tem tratamento homeopático? Tô topando qualquer parada pra me curar desse mal que me assola desde o início da minha miada existência.
Quem souber, trate aqui.