Castelo de cartas
Acho ótimo quando mesmo depois de ouvir centenas de vezes uma música, você, em um momento qualquer, ouví-la de outra maneira, como se alguém tivesse encaixado-a na trilha sonora da sua série favorita nas cenas onde os protagonistas tem aquela cena de sexo ardente e inesquecível e você contextualiza com a sua vida, e começa a cantá-la irremediavelmente em todos os locais que vai.
Tava ouvindo Radiohead sem compromisso esses dias e aí, era o In Rainbows, coisa linda por natureza. Mas aí veio a faixa “House of Cards”. E naquelas palavras assobio das aveludadas cordas vocais do Sr. Thom Yorke eu me vi, como se fosse num videoclipe, com cenas bem simplórias da minha vida, compiladas por algum wannabe de editor de videos no movie maker com transições preto e brancas, as vezes distorcidas.
Suas orelhas devem estar queimando.